sexta-feira, 20 de junho de 2014

Uma questão de iluminação...


A religião jamais iluminará, o que ilumina é o Espírito de Jesus.
Religião institucional e gnosticismo, são 2 extremos que não iluminam.

O que ilumina é o Espírito Santo.

Ora nem devemos crer nos pseudo-sumo-sacerdotes do legalismo cristão, nem nos gurus de novas revelações, isto se quisermos Verdade e sua saúde...

Ficamos então com o quê?

Ora ficamos com Cristo, em seu Espírito, que fala a nosso intimo através da Palavra nas Escrituras iluminadas, assim como fala directo ao nosso coração-mente, mas jamais sua fala a nós directamente é antagónica ao que diz através das Escrituras que inspirou. Ele é coerente.

Ora a igreja primitiva, a que vivia da Palavra do Cristo, não vivia religião nem gnosticismo - o qual é apenas mais uma religião rasteira da terra. O gnóstico conta apenas com seu espírito, e isso já não é mau, pois se o ouvir correctamente, conhecerá a si mesmo relativamente, uma vez que o espírito do homem conhece as coisas do homem; podendo assim discernir psiquismo e doenças da psique como faz a psicologia. Mas o pior é quando tenta por si mesmo chegar ao divino, imaginado o divino e concebendo assim ídolos-imagens imaginadas de deus...


Só o Espírito de Deus pode revelar Deus.

Cristo revelou Deus sendo ele mesmo Deus visível, como Homem perfeito, e o que foi-fez-falou, seus discípulos ouviram, viram e tocaram. Os discípulos depois de ouvirem Jesus dizer que lhes deixaria seu Espírito após ir para o Pai, experimentaram a acção do Espírito em suas mentes, a qual foi simplesmente iluminar o que Cristo lhes dissera e o que vivera diante deles, assim como que a esse respeito estava profetizado nas Escrituras, que são terrivelmente centradas em Cristo, cruciformemente...

Eles entenderam plenamente o divino no Espírito,  escrevendo assim as Palavras que Cristo seu Mestre lhes ensinara e vivera em comunhão com eles, sendo que tais palavras e vivência de Cristo marcou-os profundamente, tendo apenas de ser mais tarde lembradas e iluminadas pelo Espírito; cooperando Este no recordar a eles de alguém que apenas acabara de partir e vivera diante deles como Deus-Homem.

O Espírito apenas os ajudou a entender isso. Eles escreveram essas palavras, são as Novas Escrituras, ou Novo Testamento, só entendidas com Espírito.

Ora estas Escrituras mostram que sem Ele nada podemos fazer, mostram seu amor louco e radical por nós, o qual é a prova do nosso valor incomensurável em seu coração e mente, que são a mente de Deus.

 As Escrituras mostram que nosso valor não é aferido pela mente de um homem ou pela nossa performance, mas antes revelam que nosso valor é aferido pelo radical e louco amor profundo e perfeito do Deus, que quis sonhar-nos antes da fundação do mundo e morrer-ressuscitar para nos dar de seu Espírito e sublimar-nos á sua imagem.

Ele ama-nos radical e continuamente.
É a graça do Evangelho, o qual é a Encarnação de Deus para nossa revelação e sublimação, através de sua humilhação.


A religião não proclama isso.

A religião lê as Escrituras sem Espírito.

Ora nós somos fracos mesmo, somos vulneráveis, e até Cristo Jesus que sendo Deus, mas era também homem, teve seu momento de vulnerabilidade no Getsemâni, pedindo e rogando que seus discípulos o confortassem e orassem por Ele. Mas recompôs-se.

Muito mais vulneráveis e fracos somos nós e nada podemos sem Ele.

Existem 2 extremos:

    1 - Dizer que somos fracos e que precisamos de religião e mediação religiosa.

    2 - O outro extremo é afirmar que não somos fracos e sozinhos chegamos ao Pai e que nosso espírito tem os recursos necessários para a felicidade e acessar o divino.

A Verdade é sempre o caminho do meio: somos fracos, precisamos de ajuda, e a única que nos pode efectiva e eficientemente nos ajudar a chegar ao Pai é o Espírito e jamais a religião.

Ora Pedro, João, Lucas, Mateus, Marcos, Tiago, Judas, eram gente que conheceu e viu a Jesus e tudo o que falaram-escreveram, do que aprenderam de Cristo no Espírito, é graça, e portanto é também anti-religião.


Todas as religiões da terra, ficaram-se por estágios da Lei, apenas com ética... A Israel é revelado nas escrituras Antigas um DeusAmor que deseja uma comunidade que ame a Deus e ao próximo, com pedagogia infantil, para quem estava a começar pelo estágio da Lei e sua ética... 

A partir daí a revelação das Antigas Escrituras vai crescendo, os profetas vão profetizando de um Cristo-Cordeiro como encarnação do Amor louco de Deus e a vinda do Seu Espírito, para que a humanidade possa finalmente viver a ética da Lei que pede e demanda Amor... 

Ora é sobre isto que falam as Escrituras e revelam, sendo que houve povos que perceberam também que Deus é amor, poucos, vivendo para tentar criar uma comunidade de amor em sintonia com o Espírito, o jardim Terra e todos seres nela contida...

Ora estes povos, poucos, que perceberam-vislumbraram o divino, percebem-nos de forma meio velada e não explicita, assim como Israel, que vislumbrava Deus atrás de um véu...

O privilégio de Israel, foi que progressivamente, as gerações de profetas que se sucediam, iam retirando o véu e revelando que Deus viria e forma absoluta e definitiva através de seu Cristo...

E assim aconteceu.

Cristo não é as folhas do Novo Testamento da Bíblia, mas é e foi, fez, falou, o que está lá escrito. Ora tal personagem só poderia mesmo dividir a história. A forma como viveu e o que ensinou, não vem em mais escrito nenhum, pois os livros gnósticos, falam apenas de misticismos, namoros, demonstrações vaidosas de poder, pseudo-sofia que nada mais é que sofismos, num claro ecletismo de elementos judaizantes, com filosofia grega, paganismo romano e algum hinduísmo vindo as partes mais orientais do antigo império macedónio de Alexandre que tocou aquelas paragens...

No demais, após a compilação das Escrituras, limitam-se alguns gurus apenas a mimetismos do que lá está escrito, misturados sincreticamente a devaneios de outras religiões...

Tudo a quanto temos aversão na religião, desde ao legalismo-farisaísmo, ao sacerdotalismo elitista templário, a chauvinismos, mercantilismo da fé, etc, tudo isso é denunciado explicitamente nas Escrituras, pelo relato verdadeiro do que Cristo combateu, sucedido por Estêvão e Paulo entre outros. 


Aliás, eles foram perseguidos pela religião instituída de seus dias. A eles discípulos que escreveram os evangelhos, Jesus revelou-se pelo seu Espírito. Neles a a pensar-escrever no Espírito após estarem-viverem com o Cristo confio. Quando sou fraco então sou forte, pois o poder de Deus se aperfeiçoa na minha fraqueza. A sua graça me basta. E esta graça estilhaçou a religião.

O Espírito de Deus conhece as coisas de Deus e revelou-nas, como disse Paulo, e os discípulos no mesmo Espírito as escreveram, pois hoje vemos nas Escrituras o retrato de Cristo Jesus. A pessoa, a história, o carácter, a missão, as falas, o jeito, a atitude, tudo acerca de Jesus que podemos e devemos conhecer, está exclusivamente nas Escrituras.

Não está no Corão que diz que ele é apenas um profeta.

Não está no gnosticismo que o apresenta como um Mestre superior.

Não está em nenhum outro escrito.

Também não está nos devaneios de homens, como a filha do falecido Solnado, que diz que vai ao céu e fala com Jesus e conta-nos de tais conversas e revelações.

Está nas Escrituras o retrato de Cristo Jesus e lidas com o Espírito, o mesmo que estava sobre Jesus, o mesmo que foi derramado sobre os que foram discípulos de Jesus, o mesmo que iluminou os discípulos de Jesus e os levou a registar os ensinos de seu Mestre; esse mesmo Espírito nos ilumina a nós hoje a pessoa do Cristo e sua mensagem-obra histórica e registada.

E tal revelação, faz com que suas Palavras, como Ele mesmo disse, se tornem em nós espírito e vida. E é óbvio, é óbvio, a oposição a Jesus e seus discípulos por parte da religião ética monoteísta instituída de seu tempo, porque eles anunciavam explicita e exclusivamente a graça do amor do Evangelho de Deus.

Ora as Escrituras só falam disso exclusivamente. Mas os neo-religiosos lideres éticos monoteístas manipulam as Escrituras. A solução não é desprezá-las e ouvir a nós mesmos. A solução é expor o erro dos religiosos, tal qual fez Estêvão, com as Escrituras, no Espírito; e como fez e disse Jesus: erram não conhecendo as Escrituras os lideres religiosos. Então há que lê-las no Espírito e assimila-las com fé. Elas foram escritas antes do catolicismo, antes do ortodoxismo, antes do protestantismo, mas também antes do gnosticismo e falam sempre da graça de Deus.

Illuminati?! - não obrigado!

Apenas iluminado pelo Espírito.

E se vier alguém dizer que os discípulos estavam errados e não falaram-escreveram de Jesus no Espírito, direi que é ridículo, pois percebo o implícito de tal gnosticismo em propor que os discípulos de Jesus não sabiam, mas eles hoje é que sabem. Deus nos ilumine e seja forte em nós, pois sem Ele ( não é sem a religião, é sem Ele), sem Ele nada podemos fazer, nem mesmo com gurus, pois gurus não são Ele.

Ele encarnou, fez discípulos, deu-lhes seu Espírito e eles escreveram o que Ele revelou, e dá-nos Hoje seu Espírito para entendermos o que Ele revelou-viveu e ficou registado por seus discípulos.

Não, não são os gurus de Hoje que conheceram o Cristo.

O Cristo, em primeira mão conheceram-no seus discípulos e nós Hoje com o Espírito que foi derramado neles e tambèm em nós Hoje. E não é preciso muita inteligência para entender o Escrito, se formos educados no básico que é sabermos ouvir o outro, seja falado, seja escrito, ouvindo a conversa toda.

O Espírito na Escritura fala explicita e exclusivamente da graça de Deus. Ora é preciso Espírito sobretudo, para aceitar isso, para aceitar o queimar da vaidade de que Ele é que se revela e sem Ele nada podemos fazer... Tão simples assim...


J.P. Maia - nos idos de Junho de 2014 á luz daquEle que tem os sete candeeiros na mão, aquEle que é luz do mundo, o Cristo, em cuja luz e Espirito podemos ser luz...

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