sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Graça 1500 anos a fermentar...


"A Reforma foi uma  ocasião  em  que  os  homens  ficaram  cegos,  embriagados  por  descobrir,  no  porão empoeirado  do medievalismo tardio, uma  adega  repleta de graça envelhecida mil e quinhentos anos, com teor alcoólico 100%  — garrafa após garrafa de pura Escritura destilada, um gole da qual  bastava  para  convencer  qualquer  um  de  que  Deus  nos  salva  sem  precisar  de  ajuda.
A palavra do evangelho —  depois de todos aqueles séculos de tentar elevar-se ao céu preocupando-se com a perfeição de seus  atacadores  —  tornou-se repentinamente um anúncio directo de que os salvos já estavam em casa mesmo antes de começarem (...) A graça deve ser bebida pura: sem água,  sem  gelo,  e  seguramente  sem  água  tónica;  não  se  permite  que  nem  bondade,  nem maldade,  nem  as  flores  que  desabrocham  na  primavera  da  super-espiritualidade  entrem  na mistura
"
Robert Farrar CAPON. Between noon and three

O problema foi que a seguir à reforma, voltou-se a engarrafar a Graça. 
Meteram-lhe rótulos, denominação de origem controlada... e transformaram a Graça, num produto de mercado.
Mas esta não pode ser confinada a regras humanas, não pode ser limitada.
A Graça é livre, para libertar o homem da sua condição, para ser distribuída por TODOS.
Sola gratia!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A parábola dos 2 filhos pródigos


Na parábola dos 2 filhos pródigos-perdidos, por alguma razão o Pai esperou o regresso do filho libertino de braços abertos, fora de casa, para que o filho religioso não atrapalhasse, a fim de restaurar o libertino arrependido à condição de filho e jamais de seu escravo ou de escravo do filho religioso. Isto porque o filho religioso também era pródigo e esbanjador, pois tentava comprar e merecer o que era do Pai, jamais usufruindo a graça generosa do Pai; confiando apenas em seus méritos, esperando com seu trabalho de escravo vir a merecer o que era do Pai.

Alem de esbanjar a graça do Pai, rejeitando-a, o filho religioso tentava também esbanjar a graça que o Pai queria depositar no outro irmão. Ambos os irmãos eram pródigos esbanjadores, só que um o foi fora de casa e aprendeu a lição do Pai, enquanto o outro era esbanjador e pródigo dentro de casa e não aprendeu a lição da graça do Pai; sendo que era duplamente esbanjador e pródigo, rejeitando a graça em sua vida e na vida do irmão, o qual se dependesse dele, viveria na casa do Pai, mas como escravo de condição muito inferior à sua, como duplamente escravo, sendo escravo do Pai e seu escravo.

O Pai surpreende a ambos com a sua graça Amor, pois o Pai não é religioso, e quem nos ensinou isto foi o Filho Perfeito no Evangelho - Cristo Jesus! Glória ao Pai e ao Filho não religioso que é o Caminho!

 No fim, fora da casa do Pai, foi aprendida a lição por um dos filhos, enquanto dentro da casa do Pai, o outro nada aprendeu, porque o descobrir que se ama o Pai não depende de estar dentro da casa do Pai, uma vez que a memória presente do Pai é omnipresente na consciência do filho, onde quer que ele ande.

Esta parábola de Jesus acerca dos filhos pródigos, não é evangelistica como diz a maioria.
Esta parábola é profética, é Evangelho, sendo porção profética do Evangelho. Afinal Jesus é também o Profeta por excelência.

 Não é uma parábola evangelistica, mas antes é uma parábola profética que trata da doença dos filhos do Pai, um religioso legalista, e outro um libertino inconformado com escravidão, mas ignorante da graça, buscando a liberdade e gozo onde não existem. Afinal a religião não alegra nem salva.

O filho que saiu de casa aprendeu a lição e ao regressar-iniciar um movimento consciente de falência pessoal e de necessidade do Pai, experimenta arrependimento, o qual foi operado nele ainda fora de casa. O Pai o recebeu fora de casa, aprendendo ele com o Pai acerca da graça que alegra e salva, ainda fora de casa do Pai.

 Esta parábola era profética para o povo de Deus desviado. A parábola dos filhos pródigos é profecia para os 2 grupos de desviados e destituídos do amor e graça do Pai: - os religiosos e os inconformados com religião, mas ignorantes da graça pura do Pai. Esta parábola mostra como em Israel haviam 2 grupos de desviados: os pródigos pecadores - as meretrizes, os publicanos, toda a sorte e pecadores explícitos; e mostra o 2º tipo de desviados pecadores -  os fariseus religiosos legalistas - destituídos de consciência de Deus, sem amor, sem Deus, com pecado mascarado, vaidosos, ilusoriamente auto-suficientes, escravos, legalistas, etc...

Hoje acontece o mesmo, a parábola de Jesus alem de ser para Israel, ficou registada por Lucas quando a Igreja já se desenvolvia e nela temos o mesmo tipo de pecadores e desviados, uns dentro de casa pensando que estão bem, e outros fora de casa mas em processo de arrependimento...

Triste mesmo é a casa do Pai não ter condições para receber o filho que regressa, pois o filho religioso atrapalha, a ponto de o Pai o ter de receber fora de casa.
 Bom, muito bom, é o facto de que o arrependimento pode ser operado fora da casa do Pai, como foi com o filho devasso. Só o Pai, o Filho Perfeito Jesus e quem conhece seu amor e graça e portanto não é nenhum dos 2 pródigos, tem condições de restaurar seja quem for.

Só o Amor restaura. Quando o filho regressa, o Pai restaura-o de imediato à condição anterior de filho e desta feita mais explicitamente, para que o outro filho escravo em casa também aprenda a graça e amor do Pai.
O filho religioso dentro de casa do Pai escandaliza-se com a graça do Pai, pois a seu ver o filho devasso arrependido deveria ser apenas escravo e penar muito, ser bastante humilhado e provado, até merecer a condição de filho outra vez.

Assim são os religiosos. Ainda bem que Deus não é assim. Jesus não era e nem é assim, pois Ele restaurava as pessoas de imediato e isso não era evangelismo, era restauração do perdido que estivera na casa do Pai, pois afinal os israelitas eram povo de Deus.

 Esta parábola está viva hoje, fala hoje, a carne é a mesma, a natureza humana é a mesma, os pólos opostos e extremos são os mesmos: legalismo e libertinagem, sendo que o legalismo é mais resistente à graça enquanto o libertinismo é desesperado por graça, ainda que não a conheça.

No tempo de Jesus a liderança da casa do Pai era religiosa, não sabia restaurar os irmãos perdidos, pois também eles estavam perdidos, ainda que tivessem vidas maquilhadas pelo aparente serviço a Deus; que nada mais era que escravidão religiosa mercenária, que esperava paga por seus serviços e vir a merecer o quer que fosse de Deus, pela sua performance comportamental e litúrgica.

Os fariseus perdidos dentro da casa do Pai indignavam-se e escandalizavam-se com as Boas Novas Evangelho de Jesus quando este declarava a alegria do pai em receber e restaurar de imediato os pecadores da casa de Israel. Jesus alem de os restaurar, comissionava-os e chamava-os a uma santa vocação, como a Mateus.

Este proceder de Deus através de Jesus é louca e radicalmente revolucionário e contra todos os sistemas de religião baseados no mérito pessoal. Afinal os méritos e créditos são todos do Pai, dados através do Filho Perfeito na cruz.
A graça da cruz escandaliza os religiosos, que não aceitam o amor gracioso do Pai e nem aceitam que o pai o deposite nos irmãos libertinos arrependidos e que estavam doentes!
Na cruz, através do Filho Perfeito, o Pai espera pelos filhos arrependidos, na cruz que está fora das sinagogas e do templo de Jerusalém, na cruz onde Cristo Jesus saiu de casa e levou o escândalo do pecado sobre si mesmo.
Na cruz está o Pai de braços abertos atraindo a muitos!

Só a graça salva e pode EDUCAR a uma vida santa, conforme Paulo ensina a Tito.
Hoje a Igreja, precisa de aprender a viver graça na casa do Pai.
Talvez se lerem a parábola dos filhos pródigos sem a lerem como evangelística, mas antes interpretando-a como profética acerca das 2 condições de estar longe do Pai, talvez assim se arrependam.
O libertino estava perdido fora da casa do Pai. O legalista estava perdido dentro da casa do Pai.
Deus nos ajude a andar convenientemente na casa do Pai e no mundo, onde nada pode impedir a consciência da presença e operar de Deus!

 E disse: Um certo homem tinha dois filhos;
E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.
E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos.
E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.
E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;
Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.
E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.
Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;
E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;
Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.
E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.
E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
Mas ele se indignou, e não queria entrar.
E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;
Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas;
Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.

Lucas 15:11-32

Afinal, aprendemos assim de Jesus, que a casa do Pai é sobretudo nossa consciência da graça do Pai, o que deixa implícito que a casa do Pai somos nós, nossa consciência, nosso coração, nosso ser...

J.P. Maia, a 27 de Agosto de 2014, feliz por já ter percebido que religião não salva e que libertinagem é desespero de graça procurando liberdade no sitio errado; jubilando pela graça do Pai, reencontrada fora do que chamam de casa do Pai, no mundo, que é estrado de seus pés assim como tudo o que se chama de casa do Pai, continuando a sonhar com a possibilidade de se viver em todo o mundo com boa consciência, inclusive no que é chamado de casa do Pai, desejando o fim da religião.





sábado, 23 de agosto de 2014

A Teologia e Visão de Deus na Igreja em Antioquia - Actos 13:1-3


E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e mestres, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.
E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. Actos 13:1-3

Igreja em Antioquia, é a mesma ontem, hoje e eternamente.

A ultima vez que estive com a igreja, oramos, foi muito bom! Que Deus traga até nós o Espírito que estava sobra a Igreja de Antioquia

A verdadeira teologia revelada na cruz, é a mesma ontem, hoje e eternamente: Deus é amor...

E a verdadeira visão do líder de Deus é a de Jesus, que é crucificar seu ego e certificar-se que dá tudo de si aos irmãos, a fim de que estes façam obras maiores que as suas, pois mesmo que tal não venha a acontecer, a motivação é essa e é processual, pois foi Jesus quem disse: Quem crê em mim fará ainda obras maiores que as minhas.

 Jesus afirmou aos seus discípulos que nEle creram que iria para a cruz, e depois para o Pai, para que lhes deixasse de seu Espírito, a fim de que nEle fizessem obras maiores que as dEle.
 E assim foi, pois nEle foram mais longe e pregaram a mais gente e serviram a mais gente.

 Era o que Paulo o imitador de Cristo fazia, levantando gente em sua vida, para servirem outros e levantarem outros, sempre assim sucessiva e processualmente, em Cristo.  

Assim dizia o apostolo João: E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor, está em Deus, e Deus nele. 1 João 4:16
Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. 1 João 4:8
No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo o medo, e o que teme não é perfeito em amor. 1 João 4:18
Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 1 João 4:7
Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 1 João 2:15
E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão. 1 João 4:21
Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. 1 João 5:3
Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. 1 João 4:12
Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. 1 João 2:5
Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. 1 João 3:16.
Nisto se manifestou o amor de Deus para connosco: que Deus enviou seu Filho Unigénito ao mundo, para que por ele vivamos. 1 João 4:9
Nisto é perfeito o amor para connosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. 1 João 4:17
Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. 1 João 2:10
Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. 1 João 3:1
Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido. 1 João 5:1
 Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. 1 João 3:14
Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? 1 João 4:20

Quem ama tem teologia (ciência de Deus)! Teologia do Dogma exclusivo do amor - verdadeiro conhecimento de Deus, pois Deus é amor. E a partir desta verdadeira teologia, quem a tem, deve de crescer no conhecer-encarnar este amor; vivendo para ser-manifestar o que é, em amor, e jamais para auto-promoção e invalidar-nulificar o próximo...

Neste sentido, todo o que ama é verdadeiro teólogo, sabe-se amado e ama, não é inseguro com os dons dos irmãos, pois sabe que todos somos amados e temos o mesmo valor, sabe que todos somos o mesmo corpo, de modo que cada membro é encorajado por todos os demais a ser livremente o que é em Cristo. Só Jesus é o Cabeça! No entanto isto não invalida de forma alguma a existência de liderança, cuja função é servir os membros do corpo, para que estes sejam efectivamente o que são em Cristo, a fim de que desenvolvam seu potencial e assim ganhe todo o corpo com isso.

 Cristo Jesus, perfeito e perfeitamente Ungido, olhou para os imperfeitíssimos discípulos, e apesar de ser Ele a plenitude de Deus, confessou viver para se dar aos discípulos até á morte; dar tudo, para que os discípulos no Espírito fizessem maiores obras que as dEle  - Parece loucura mas esta é a visão do líder Cristo e de todo o líder verdadeiramente em Cristo sem ser pueril...

Assim, em Cristo, todos nós devemos crescer e ser líderes, ou seja, todos devemos chegar á maturidade de Cristo: ser servo, dando o que somos e temos, desde tempo, a energia, a recursos materiais e espirituais. Todos devem ser incentivados e encorajados a desenvolver seu máximo potencial, a fim de que usem seu potencial para servir outros e assim sucessivamente.

O único dogma teológico e teleológico de Jesus é o Ser-Amor.

E assim com esta consciência na Igreja de Antioquia era possível conviverem, comungarem e cooperarem vários líderes, desde vários mestres e profetas, a 2 apóstolos. Sim, imagine, na Igreja primitiva, em Antioquia, Barnabé, grande homem de Deus, um consolador, edifica a Igreja, mas decide enriquecê-la chamando Paulo, sem medo do potencial de Paulo, a fim de ambos cooperarem na mesma Igreja.

 E havia espaço para os 2. Como se não chegasse, Deus ainda levantou naquela igreja mais profetas e mestres!
Consegue imaginar? Na mesma terra e comunidade-Igreja, mestres e profetas tremendamente ungidos a cooperarem, sem medo uns dos outros, complementando-se, beneficiando assim toda a Igreja?!

Que coisa tremenda! Que sabedoria a deles! Que unção! Que chamado!
Que dedicação! Que humildade! Que serviço!

Só é possível isto quando quem lidera, como Cristo, como Barnabé, como Paulo, entende que foi chamado para imitar Cristo e morrer para os desejos carnais de brilhar sozinho, de ser a estrela, o rei, o papa, o sabão no meio de um povo que convém ignorante quanto baste, a fim de se manter sempre o iluminado.

Coragem e chamado visível não infantil têm aqueles que servem liderando-servindo, cooperando com todos os que desejam servir o próximo em amor, sejam de que confissão-denominação forem, desde que seu dogma seja o amor-serviçal.
Eu sonho com uma igreja assim. Na verdade isto é Igreja. E dou graças a Deus por conhecer pelo menos umas poucas pessoas assim.

Mais tarde de Antioquia, que tinha vários líderes-servos a cooperar sem vaidades e sem inseguranças, Deus separa Paulo e Barnabé para apóstolos. Que coisa linda, Deus separa o melhor, Antioquia separa o melhor para dar-enviar.

Uma Igreja-comunidade cheia do Espírito, que na mesma congregação tem tremendos homens com ministério da Palavra, sem se invejarem-morderem uns aos outros, mas antes cooperando uns com os outros; com vários profetas excelentes em Cristo a manifestar Palavra profética, assim como vários Mestres da Palavra a ensinarem o mesmo povo, sem sentirem espírito de competição ou insegurança uns com os outros!

Isto sim é Igreja avivada. Entretanto hoje clamamos por avivamento, pois clamamos por ver o Reino de Deus crescer! Mas estamos nós verdadeiramente dispostos a brilhar em Cristo cooperando com outros, ou queremos brilhar sozinhos sobre todos, com a falsa luz de lucifer, o lobo solitário?!

E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.
E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. Actos 13:1-3

Antioquia! Igreja valente de Deus! Com certeza Paulo aprendeu muito com Barnabé, e com certeza Barnabé aprendeu com Paulo. E com certeza eles aprenderam com os outros profetas e mestres da Palavra na mesma igreja de Antioquia. Os mais novos aprenderam com os mais velhos e os mais velhos levantaram os mais novos sem também deixarem de aprender com eles. Todos cooperavam, os mais velhos levantando os mais novos, dando-lhes condições de serem  e manifestarem sempre em liberdade a consciência do que eram e criam em Cristo!

Deus Pai aviva o coração dos teus servos, fazendo deles luzes de Cristo e não falsas luzes luciferinas, e ajuda-nos a todos a entender que uma constelação de estrelas é incomparavelmente mais linda que uma estrela a brilhar sozinha!

J.P. Maia sonhando ser uma estrela de Jesus no meio de uma constelação de estrelas cujo único sol-astro maior é Jesus, 2014 anos, 8 meses e 22 dias da era da graça com poucas Antioquias...

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Uma igreja tem que ser relevante



Já que tantos não percebem a diferença entre politica e Igreja, aqui fica um exemplo, de quem, sendo politico sabe o lugar da Igreja.
E já agora, de como ser Igreja, na politica.
A politica não é lugar para pastores, se querem, deixem o pastorado e dediquem-se à politica.

Assumam-se.

Com carinho, dedicado aos nossos irmãos brasileiros que nos visitam.

sábado, 16 de agosto de 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O PÃO


Construíram altares para o pão.
Espalharam pelas paredes fotos de pão.
Debateram receitas de pão.
Escreveram poemas exaltando o pão.
Distribuíram amuletos com miniaturas de pão.
Fabricaram réplicas de pão em ouro, prata e bronze.
Editaram manuais para o consumo do pão.
Instituíram sociedades do pão.
Discutiram a importância do pão.
Elaboraram regras para o acesso ao pão.
Formaram padeiros e especialistas em pão.
Edificaram casas do pão.
Criaram rituais para degustação do pão.
Dançaram ao redor do pão.
Assaram o pão.
Publicaram livros a respeito do pão.
Ensinaram as crianças a gostar de pão.
Patentearam o pão.
Elegeram guardiões do pão.
Mataram em nome do pão.
Recusaram o pão a milhares.
Organizaram romarias para ver o pão.
Venderam o pão.
Entoaram canções em louvação ao pão.
Ficaram de joelhos diante do pão.
Mas jamais comeram o pão.


Ed René Kivitz (vi FB)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Hierarquia na Igreja - Parte 5 de 5, Calcular o Custo


1º Vídeo da Série aqui 
2º Vídeo da Série aqui
3º Vídeo da Série aqui
4º Vídeo da Série aqui  

 


Se as legendas não aparecerem, executem os passos abaixo.