segunda-feira, 12 de maio de 2014

LOGOS


Jesus Cristo, não é a Palavra, pois Jesus é o Logos, o eterno Filho divino.
Vejo o pessoal com zelo dizer que Jesus é maior que a biblia, maior que as Escrituras.
Bom, Jesus é maior que tudo, inclusive as Escrituras, Ele é infinito.

No entanto é errado o raciocinio de afirmar que as Escrituras não são a Palavra e que a Palavra é Jesus. Baseiam-se neste argumento, ao citar João, quando este diz que Jesus é o Verbo e o Verbo se fez carne. Ora interpretam Jesus como o Verbo, só que esse é grande erro. Verbo é palavra latina, católica. O original grego diz Logos, e Logos não é uma palavra, nem Palavra. O Verbo seria Palavra, mas o original é Logos. A verdade que João escreveu não foi Verbo, antes foi e é Logos.

Ora Logos, se entendido filologicamente e não apenas etimologicamente, significa uma pessoa, significa um intimo, uma mente, um ser, neste caso divino. A origem remonta ao pensamento grego, em que se concebia que de Deus era gerado e emanada outra pessoa divina, tal qual a pessoa que a gerou, pelo que seria uma hipostase, ou seja; O Logos é uma pessoa gerada por outra, sendo gerada em imanência e sendo depois revelada em emanência, revelando aquele que a gerou.

O Logos é o Filho eterno e portanto infinitamente mais que um Verbo, que Palavra. Ora até nós falamos de nós, mas nós somos muito mais do que nossas palavras. Nossas palavras têm nossa essência, mas nós somos muito mais que nossas palavras. Muito mais assim é com Deus. O Logos não é a Palavra de Deus, pois o Logos é muito mais que as palavras do Ser Deus. O Logos é o Filho eterno de Deus. As Escrituras é que são a Palavra de Deus, falada por Deus através de seu Logos. Sim, Deus através do Logos e do Espirito inspirou as Escrituras.

Poderão dizer que são mal-interpretadas.
Com certeza muitas vezes o são, no entanto isso não faz com sejam falíveis. O próprio Logos de Deus, Jesus Cristo, em carne e osso, in loco, foi mal interpretado por aqueles que o viam e ouviam. Era confundido por um agente demoníaco e um blasfemo. Ora O Logos Jesus foi mal-interpretado, mas isso não o desvaloriza efectivamente.

Da mesma forma as Escrituras são muitas vezes mal-interpretadas, mas são verdadeiras de ponta a ponta. Mencionei a questão do Verbo, e tal é um erro nas traduções das Escrituras em português e outras linguas, mas é um erro que não é das Escrituras. É um erro na tradução de João Ferreira de Almeida e outros. O original das Escrituras é Logos. Infalível Logos. Ora no passado Deus falou pelos profetas e através de anjos, o que está registado nas Escrituras, palavras inspiradas por Deus, mediadas e transmitidas pelo Logos. Hoje falou pelo Filho, e suas falas estão registadas nas Escrituras, não nas gnósticas, mas sim nas Escrituras.

As Escrituras são a Palavra de Deus, cristocêntrica e cruciformes, porque falam do Logos que viria a encarnar e do Logos que encarnou revelando o Amor de Deus.

Deus fala como quer e quando quer, mas fala sobretudo através de sua Palavra nas Escrituras e jamais falará em outros canais contrariando o que diz nas Escrituras, pois Deus é coerente e nEle não há sombra de variação alguma, é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Nós é que continuamos caídos, mas fomos evoluindo em termos de consciência psiquico-social na história.

As Escrituras são a Palavra de Deus, inspiradas pelo Espirito, mediadas pelo Logos, sobre o qual testificam, pois o Logos é Deus revelado.

Ora esta revelação foi progressiva, processual, e não admira porquê, pois ainda hoje com a totalidade da revelação da Nova Aliança, teimamos em cometer os mesmos erros de Israel, com todos os institucionalismos, materialismos, religiosidades, todos os ismos...
Deus teve de se revelar progressivamente, a Lei como Palavra de Deus em pedagogia infantil, é o que Paulo diz aos Galatas. E Jesus diz que algumas coisas foram permitidas por causa da dureza psiquico-social de Israel, mas a revelação e desejo inicial de Deus era mais que o que era permitido.
No entanto o Amor era revelado. O Cordeiro era revelado. Sua vinda era profetizada. O fim de tudo é profetizado e tudo centrado sempre em Cristo e no Cordeiro.

A culpa não é das Escrituras que são a Palavra do Logos de Deus.

A culpa é de quem a interpreta e não a vive.

Não admira que a interpretem mal, pois até ao Logos encarnado interpretaram mal.

Mas as Escrituras são a Palavra do Logos de Deus, cruciformes, cristocêntricas, revelando o Amor de Deus, seus projectos, desde o inicio, com o Cordeiro sempre presente.

Medite nisto e se tiver duvidas, dialogue connosco.

Jesus não é a Palavra. Jesus é o Logos Divino que fala a Palavra de Deus nas Escrituras e onde quer, sem se contradizer jamais.

Sem comentários:

Publicar um comentário